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A Comissão Especial da Câmara de Vereadores arquivou o pedido de impeachment de Ricardo Nunes por supostas irregularidades na frota de transporte público durante o segundo turno das eleições em São Paulo. A decisão ocorreu após cinco parlamentares votarem contra o prosseguimento da denúncia, enquanto apenas dois autores apoiaram a medida.
O requerimento foi formulado pelos vereadores Luana Alves (Psol) e Hélio Rodrigues (PT). Segundo a parlamentar do Psol, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) havia determinado circulação integral dos ônibus, mas apenas 70% operaram no dia da votação, configurando possível crime eleitoral e prejuízo aos eleitores.
Na avaliação dos autores, a diminuição de veículos ocorreu de forma intencional e afetou quem saía do trabalho rumo aos locais de votação. A vereadora Luana Alves classificou a medida como tentativa de manipulação eleitoral, citando pontos cheios e entraves na mobilidade urbana durante o pleito.
Posicionamento do relator e da prefeitura
A Prefeitura de São Paulo negou irregularidades e argumentou que a oferta de ônibus superou a demanda, apresentando imagens de terminais com baixo movimento. O relator Major Palumbo (PP) defendeu que a representação cabe à Justiça Eleitoral e que a conduta do prefeito respeitou as normas vigentes.
Impacto em outros municípios e no TSE
A escassez de transporte no dia do pleito também foi registrada em cidades como Salvador. Em resposta aos relatos em nove estados, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, prorrogou o horário de votação até às 19h em seções afetadas após solicitações das campanhas presidenciais.
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