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Sábado, 26 de Setembro 2026
Liberação de internet móvel nas eleições pode derrubar redes, diz Anatel ao STF
Justiça

Liberação de internet móvel nas eleições pode derrubar redes, diz Anatel ao STF

Agência reguladora alertou o ministro Cristiano Zanin sobre o risco de colapso no sinal de telefonia caso o tráfego de dados seja liberado gratuitamente.

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) alertou o Supremo Tribunal Federal (STF) que a abertura irrestrita do sinal de internet móvel durante o período eleitoral pode causar um colapso técnico nas redes de telefonia do país. O parecer foi enviado ao ministro Cristiano Zanin após partidos políticos e entidades de classe solicitarem a gratuidade da conexão para combater a desinformação entre eleitores de baixa renda.

O ministro Zanin havia concedido um prazo de 48 horas para que a agência se manifestasse sobre uma ação movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e pelo Partido Verde (PV). O grupo pleiteia a liberação dos dados móveis nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores a cada turno de votação.

Os autores da proposta argumentam que os limites das franquias pré-pagas aprofundam a desigualdade social, restringindo o acesso à informação. Sem créditos, os usuários mais vulneráveis dependem de aplicativos de mensagens com tráfego patrocinado, o que, segundo a ação, facilita a propagação de notícias falsas sem que o cidadão consiga checar as fontes.

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Risco de colapso técnico

Em resposta, a Anatel contestou a premissa e afirmou que o combate às fake news envolve fatores que vão além da conectividade. O órgão apresentou dados de uma pesquisa de 2025 indicando que 70% dos clientes de planos pré-pagos utilizam redes wifi públicas ou domésticas para navegar, poupando suas franquias de dados.

Além disso, a agência explicou que as redes móveis funcionam por meio de um espectro de radiofrequência limitado, ao contrário das redes fixas cabeadas. A liberação geral do tráfego poderia incentivar um consumo massivo e simultâneo, gerando picos de tráfego com downloads e transmissões de vídeo nas proximidades das seções eleitorais.

Esse pico repentino de demanda, de acordo com o órgão regulador, resultaria no congestionamento severo das antenas. A consequência direta seria a interrupção de serviços essenciais de comunicação em um momento democrático crucial. A Anatel também defendeu sua competência exclusiva para regular o setor de telecomunicações.

Antes de emitir uma decisão liminar sobre o pedido, o ministro Cristiano Zanin aguardará a manifestação oficial da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a matéria.

Calendário eleitoral

O primeiro turno do pleito está agendado para o dia 4 de outubro, quando os brasileiros escolherão representantes para diversos cargos públicos. O segundo turno, caso necessário para as disputas majoritárias de governador e presidente, ocorrerá no dia 25 de outubro.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Tânia Rêgo/Agência Brasil

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