A temporada de cruzeiros no Brasil para o ciclo 2026/2027 tem início nesta sexta-feira (30). O setor traz uma alta de 25% na oferta de leitos e projeta superar a marca de 72 mil vagas de trabalho geradas no período anterior. As viagens pela costa nacional seguem até o dia 9 de abril do próximo ano.
O Ministério do Turismo divulgou na quinta-feira (29) a estimativa de uma movimentação financeira de R$ 4,72 bilhões. Esse avanço econômico ocorre devido ao crescimento de 24% nos quartos disponíveis nas embarcações, totalizando 800 mil leitos. Os dados foram repassados pela Associação Internacional de Cruzeiros Marítimos (Clia).
Nesta edição, oito navios atuarão de forma dedicada na costa brasileira, superando em uma unidade o número do ciclo passado. Os pontos de embarque e desembarque contemplam cidades como Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Maceió, Itajaí, Balneário Camboriú e Paranaguá.
A programação também inclui 28 navios de longo curso pertencentes a 22 companhias internacionais. Essas embarcações realizarão mais de 200 escalas distribuídas em 32 portos e locais de parada ao longo do litoral do país.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou que a atividade marítima movimenta toda a cadeia produtiva local.
"Quando um navio chega a um destino, toda a cadeia de serviços é beneficiada, do transporte à hospedagem, da alimentação ao comércio local. Isso gera oportunidades para pequenos e grandes empreendedores, além de criar empregos e gerar renda para quem recebe os turistas", afirmou o ministro.
Crescimento de estrangeiros
Um dos pontos de destaque na operação é o avanço na presença de turistas estrangeiros entre os passageiros. O índice passou de 16,1% na temporada 2024/2025 para 23,9% no período seguinte.
Feliciano avalia esse cenário como uma alavanca estratégica para atrair mais visitantes internacionais para o país. A circulação de viajantes reforça a economia e consolida os destinos nacionais no mercado global.
Principais portos e impacto econômico
Conforme o levantamento da Clia, somando a cabotagem e os roteiros de longo curso, o porto de Santos (SP) lidera o ranking. A previsão aponta 640 mil leitos e uma injeção superior a R$ 616 milhões na economia regional.
O Rio de Janeiro (RJ) aparece em seguida, esperando 316 mil leitos e um impacto estimado em R$ 304 milhões. Na região Nordeste, Salvador (BA) deve absorver 182 mil leitos, gerando R$ 175,2 milhões, enquanto Maceió (AL) projeta 137 mil leitos com movimentação de R$ 131,9 milhões.
No Sul do país, Balneário Camboriú (SC) registra 198.071 leitos e impacto de R$ 190,6 milhões. Itajaí (SC) contabiliza 165.474 leitos com R$ 159,3 milhões, e Paranaguá (PR) aponta 36.356 leitos, gerando cerca de R$ 35 milhões.
Por fim, as autoridades reforçam que o fluxo intenso de viajantes exige atenção redobrada com a saúde. É fundamental manter a caderneta de vacinação atualizada, com foco em imunizantes contra doenças como sarampo, hepatites e rubéola.