A Polícia Federal determinou o cancelamento dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta terça-feira. A decisão foi tomada após o parlamentar descumprir a ordem judicial que exigia a entrega imediata dos documentos de viagem às autoridades competentes.
Até o momento, os registros oficiais de imigração não apontam nenhuma saída formal do senador do território nacional. Diante do impasse, a corporação informou que irá comunicar oficialmente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o descumprimento da determinação.
Suspeita de viagem internacional
A anulação dos documentos surge em meio a suspeitas de que o candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2026 teria cruzado a fronteira rumo à Argentina utilizando apenas um documento de identidade nacional.
O objetivo seria embarcar em um jato executivo Gulfstream G400 com destino aos Estados Unidos. A informação inicial foi veiculada pelo site argentino Infobae, indicando que ele estaria em Puerto Iguazú.
Investigações em curso
O político é alvo de dois inquéritos distintos no STF. Um deles apura supostos crimes de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas, em investigação que também cita o advogado Willer Tomaz.
Outra frente de apuração analisa o financiamento da produção cinematográfica Dark Horse, que retrata a trajetória de sua família na política nacional.
Contexto familiar e político
Enquanto isso, seu irmão Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos, mesmo enfrentando um mandado de prisão em aberto expedido no Brasil. Eduardo havia sugerido publicamente que o irmão deixasse o país caso o resultado das urnas fosse desfavorável.
Em paralelo aos desdobramentos judiciais, a cúpula do Partido Liberal (PL) reconheceu oficialmente a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições, superando a resistência inicial de setores da legenda.