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Saques na poupança superam depósitos em R$ 10,5 bilhões em agosto, aponta Banco Central
Economia

Saques na poupança superam depósitos em R$ 10,5 bilhões em agosto, aponta Banco Central

Tendência de resgates supera aplicações no país, impulsionada pelo cenário de juros elevados da taxa Selic.

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Os saques efetuados por investidores na caderneta de poupança ultrapassaram os depósitos em R$ 10,5 bilhões durante o mês de agosto no Brasil, impulsionados pela busca por rentabilidades mais atrativas em meio aos altos juros do país. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (10) pelo Banco Central (BC).

No período analisado, o volume total de aportes somou R$ 357,7 bilhões, montante insuficiente para cobrir as retiradas de R$ 368,2 bilhões. Os rendimentos creditados aos poupadores totalizaram R$ 6,5 bilhões, mantendo o saldo geral da aplicação ligeiramente acima de R$ 1 trilhão.

Tendência contínua de resgates

O resultado marca o terceiro mês consecutivo em que as retiradas superam as entradas. Ao longo de 2026, o saldo se mostrou positivo apenas em maio, dando sequência ao movimento de evasão verificado nos últimos anos.

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As saídas líquidas alcançaram R$ 87,8 bilhões em 2023 e R$ 15,5 bilhões em 2024, após o saldo negativo de R$ 85,6 bilhões no ano anterior. No acumulado deste ano até agosto, a sangria na aplicação já soma R$ 57,1 bilhões.

Impacto da taxa Selic

A constante perda de recursos está diretamente associada ao patamar da taxa Selic, atualmente fixada em 14% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Juros altos estimulam a migração do capital para investimentos de renda fixa com melhor desempenho.

A taxa básica permaneceu em 15% ao ano de junho de 2025 a março deste ano, atingindo o pico dos últimos 20 anos. O Copom voltou a cortar a taxa diante da desaceleração da inflação, mas conflitos no Oriente Médio e a pressão nos preços dos combustíveis e alimentos dificultam novas reduções.

Cenário inflacionário

A Selic serve como o principal instrumento do BC para balizar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dentro da meta de 3%, que possui tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em julho, a queda no preço dos alimentos ajudou a desacelerar o IPCA para 0,07%, acumulando 4,44% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador oficial da inflação do mês de agosto será publicado pelo IBGE na próxima sexta-feira (11).

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcello Casal JrAgência Brasil

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