Aguarde, carregando...

Sábado, 24 de Outubro 2026

Eleições 2026

AO VIVO
Apurado: 0%
Aguardando início da apuração oficial...
Medidas para conter combustíveis custarão R$ 7 bilhões ao mês com tributos reduzidos e nova subvenção
Economia

Medidas para conter combustíveis custarão R$ 7 bilhões ao mês com tributos reduzidos e nova subvenção

Pacote governamental reduz impostos sobre gasolina e etanol e cria auxílio para o diesel perante crise internacional do petróleo.

IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O governo federal oficializou nesta quarta-feira (9), em Brasília, um pacote de intervenção nos preços dos combustíveis com impacto orçamentário previsto em R$ 7 bilhões mensais, combinando alívio de tributos e concessão de subvenção para amenizar o encarecimento das commodities provocado pelo conflito no Oriente Médio, segundo detalhou o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

De acordo com Moretti, a iniciativa utiliza o espaço orçamentário existente, sem a necessidade de solicitar margem fiscal complementar ao Congresso Nacional.

Gasolina e etanol

Por meio de decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a gasolina sofrerão corte de R$ 0,63 por litro, fixando o recolhimento em R$ 0,16 por litro.

Publicidade

Leia Também:

No caso do etanol hidratado, a cobrança de impostos federais foi totalmente suspensa, gerando uma desoneração temporária de R$ 0,19 por litro.

As alterações vigoram entre 10 de setembro e 9 de outubro, ocupando o lugar do subsídio prévio aplicado à gasolina, que era de R$ 0,44 por litro. Espera-se que a desoneração combinada dessas duas fontes represente um custo mensal de R$ 2 bilhões.

Subsídio ao diesel

Uma nova medida provisória estipulou uma subvenção de R$ 1,00 por litro de diesel rodoviário para distribuidores e importadores. A operacionalização e eventual ajuste mensal do montante caberão ao Ministério da Fazenda, podendo sofrer suspensão ou prorrogação de acordo com o cenário internacional.

Para o mês de setembro, projeta-se um gasto de R$ 5 bilhões nessa modalidade, dependendo do volume de adesão dos agentes do setor.

Custo total

Ao somar todas as etapas da proposta, o impacto mensal é de R$ 7 bilhões. Todavia, como o programa anterior de subvenção ao diesel (R$ 1,12 por litro) continua ativo até 27 de setembro ao custo de R$ 5,5 bilhões, o desembolso total dos cofres públicos neste mês atingirá R$ 12,5 bilhões.

No acumulado entre março e agosto, a União já destinou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com mecanismos de contenção de preços. Ao somar o resultado de setembro, o total investido nessas ações chegará a R$ 37,5 bilhões em 2026.

Recursos

Para compensar a perda de arrecadação e os gastos adicionais, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, projeta uma captação expressiva advinda da exploração de petróleo.

“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, salientou o secretário.

O aporte para cobrir o diesel virá da abertura de crédito extraordinário por meio de medida provisória. Esses valores serão contabilizados no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas marcado para 24 de setembro, instrumento que pode levar ao contingenciamento de verbas discricionárias para assegurar o cumprimento do arcabouço fiscal.

Alta do petróleo

Moretti rebateu críticas sobre eventual cunho eleitoral do plano, destacando o caráter temporário das medidas destinadas a suavizar as oscilações da cotação internacional do barril.

“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, pontuou o ministro.

O barril de petróleo tipo Brent encerrou a quarta-feira cotado a US$ 101,21, registrando avanço de 3,36%. Em nota oficial, o Palácio do Planalto reiterou que os incentivos visam proteger o consumidor nacional dos impactos externos transitórios.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também defendeu o pacote, ressaltando que ações temporárias e bem delimitadas configuram uma boa prática de gestão econômica.

Dados apresentados pelo Executivo indicam que o diesel no Brasil recuou 6% durante o período de guerra, enquanto na Alemanha houve alta de 25%. Apesar do alívio pontual, as cotações internas permanecem superiores às registradas antes do início das hostilidades.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Rovena Rosa/Agência Brasil

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR