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Terça-feira, 29 de Setembro 2026
Juros e inadimplência das famílias sobem em agosto, aponta Banco Central
Economia

Juros e inadimplência das famílias sobem em agosto, aponta Banco Central

Apesar do encarecimento do crédito e das taxas elevadas, o saldo total das operações livres para pessoas físicas seguiu em alta no período.

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As famílias brasileiras enfrentaram um novo cenário de avanço nos juros, no endividamento e na inadimplência durante o mês de agosto. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (29) pelo Banco Central por meio das Estatísticas Monetárias e de Crédito.

A taxa média de juros aplicada no crédito livre para pessoas físicas alcançou 61,7% ao ano. Houve um acréscimo de 1,4 ponto percentual em relação a julho e de 2,9 pontos percentuais na comparação inter anual.

Modalidades como o cartão de crédito rotativo e o parcelado figuraram entre os principais fatores que pressionaram o indicador para cima no período.

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No recorte que engloba tanto famílias quanto empresas, a taxa média das operações com recursos livres ficou em 48,5% ao ano. O resultado representou uma alta de 0,8 ponto percentual no mês.

No segmento corporativo, a taxa média de 24,2% ao ano marcou um recuo de 1,0 ponto percentual na passagem mensal. Segundo a autarquia, prevaleceu a redução nas taxas do capital de giro.

Evolução do crédito

Apesar do encarecimento, o mercado de crédito voltado às famílias continuou em expansão. O saldo das operações livres para pessoas físicas chegou a R$ 2,6 trilhões, crescendo 0,8% no mês.

O avanço foi impulsionado sobretudo pelo financiamento de veículos, pelo rotativo e pelo crédito consignado voltado a trabalhadores do setor privado.

Já o saldo total da carteira de crédito livre em todo o Sistema Financeiro Nacional atingiu R$ 4,1 trilhões em agosto, com alta de 0,2% em trinta dias.

Endividamento e atrasos

Os números oficiais indicam que o endividamento das famílias chegou a 49,9% em julho. O comprometimento da renda com o pagamento de débitos ficou em 28,7%.

A taxa de atraso na carteira das famílias atingiu 6% em agosto. Entre as empresas, contudo, o indicador permaneceu estável no patamar de 3,3%.

Volume geral

O saldo global de operações de crédito no país somou R$ 7,4 trilhões no oitavo mês do ano, expandindo 0,5% na margem e acumulando alta de 9,2% em doze meses.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcello Casal JrAgência Brasil

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