Aguarde, carregando...

Domingo, 01 de Novembro 2026

Eleições 2026

AO VIVO
Apurado: 0%
Aguardando início da apuração oficial...
Setor de serviços gerou 15,9 milhões de empregos com média de 2,2 salários mínimos, mostra IBGE
Economia

Setor de serviços gerou 15,9 milhões de empregos com média de 2,2 salários mínimos, mostra IBGE

Levantamento revela que atividades de alimentação lideram a contratação de mão de obra no segmento não financeiro.

IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O setor de serviços não financeiros gerou 15,9 milhões de empregos no Brasil em 2024, oferecendo uma remuneração média mensal de 2,2 salários mínimos aos seus trabalhadores, conforme revela a Pesquisa Anual de Serviços divulgada pelo IBGE.

No período analisado, o segmento reunia cerca de 1,9 milhão de empresas ativas. Juntas, elas injetaram R$ 644,2 bilhões na economia por meio de salários, férias, comissões e outros benefícios trabalhistas.

A abrangência da pesquisa envolve segmentos variados como educação, escritórios de advocacia, tecnologia da informação, transporte, turismo, saúde e beleza. Instituições bancárias não foram incluídas no estudo.

Publicidade

Leia Também:

Em termos de faturamento, as companhias levantadas registraram receita operacional líquida de R$ 3,5 trilhões e contribuíram com R$ 2,1 trilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

O IBGE destacou que houve alteração na metodologia de coleta de dados. Por este motivo, a série histórica foi interrompida, inviabilizando comparações diretas com edições anteriores.

Atividades que mais empregam

O setor de alimentação fora do lar — abrangendo bares, restaurantes e serviços de bufê — destacou-se como o principal gerador de postos de trabalho, absorvendo 1,9 milhão de profissionais (11,7% do total).

A segunda colocação ficou com os serviços técnico-profissionais, como consultorias de TI, auditoria e advocacia, respondendo por 1,8 milhão de ocupações (11,2% do total do setor).

Confira a participação das dez principais atividades no volume total de contratações:

Atividades de alimentação: 11,7%

Serviços técnico-profissionais: 11,2%

Serviços de escritório e apoio administrativo: 8,3%

Transporte rodoviário de cargas: 8,1%

Serviços para edifícios e atividades paisagísticas: 7,9%

Seleção, agenciamento e locação de mão de obra: 6,3%

Tecnologia da informação: 5,6%

Vigilância, segurança e investigação: 4,4%

Transporte rodoviário de passageiros: 3,7%

Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes: 3,4%

Embora as empresas da área tenham em média oito contratados, os segmentos de transporte ferroviário/metroviário (890), dutoviário (467) e aéreo (234) registraram os maiores portes médios por estabelecimento.

Níveis salariais por categoria

A remuneração média mensal no setor fixou-se em 2,2 salários mínimos no ano da pesquisa, quando o piso nacional era de R$ 1.412.

A liderança em termos salariais pertenceu ao transporte dutoviário, cujos trabalhadores recebiam em média 21,1 salários mínimos — valor mais de três vezes superior ao segundo colocado, o transporte aquaviário (6,9 mínimos).

A atividade de transporte por dutos contava com 6,5 mil trabalhadores contratados naquele período.

Segundo o analista da pesquisa, Marcelo Miranda, a altíssima remuneração nesse segmento decorre da elevada exigência de qualificação técnica aliada ao grau de risco das operações.

Em contrapartida, o ramo de alimentação, líder em ocupações, apresentou salário médio de 1,4 mínimo. Já os serviços técnico-profissionais pagavam cerca de 2,56 salários mínimos mensais.

Veja os dez maiores salários médios por segmento de atuação:

Transporte dutoviário: 21,1

Transporte aquaviário: 6,9

Transporte aéreo: 6,6

Transporte ferroviário e metroferroviário: 5,5

Serviços de tecnologia da informação: 5,2

Atividades auxiliares dos serviços financeiros, seguros e previdência complementar: 4,6

Atividades cinematográficas, produção de vídeos e programas de televisão: 3,8

Edição e edição integrada à impressão: 3,2

Correio e outras atividades de entrega: 3,2

Telecomunicações: 3,1

O analista Marcelo Miranda reforça o peso fundamental do segmento na economia brasileira ao lembrar que ele injeta mais de R$ 2 trilhões no PIB nacional, cujo total girava em R$ 11,7 trilhões no período.

“Os serviços representam a maior fonte geradora de valor para o PIB interno, demonstrando expressiva capacidade de distribuir renda por meio dos R$ 644 bilhões destinados aos trabalhadores”, concluiu.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Fernando Frazão/Agência Brasil

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR
📲
Instale nosso aplicativo Tenha acesso rápido às notícias diretamente pelo seu dispositivo.