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Sexta-feira, 18 de Setembro 2026
Relator da PEC do fim da jornada 6x1, Omar Aziz rejeita emendas da oposição na CCJ
Política

Relator da PEC do fim da jornada 6x1, Omar Aziz rejeita emendas da oposição na CCJ

Ao todo, o senador barrou 36 alterações apresentadas por parlamentares que tentavam preservar a atual escala de trabalho.

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Na manhã desta quarta-feira (2), o senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC que visa extinguir a jornada 6x1, rejeitou integralmente as 36 emendas apresentadas pela oposição na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A decisão do parlamentar visa assegurar a transição para o modelo de trabalho de cinco dias de atividade por dois de descanso.

O início da análise da PEC 221 de 2019 na CCJ ocorre quatro meses após o texto chegar ao Senado Federal. Anteriormente, a matéria havia sido aprovada na Câmara dos Deputados com ampla maioria, recebendo somente 22 votos contrários de um total de 513 parlamentares.

Dentre as propostas descartadas que tentavam preservar o atual regime de trabalho, destacam-se as sugestões dos senadores Izalci Lucas (PL-DF), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), Laércio Oliveira (PP-SE) e do líder oposicionista Rogério Marinho (PL-RN).

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De acordo com o relator, o acolhimento de tais emendas tornaria inviável a proposta principal, uma vez que elas abririam brechas para a manutenção de jornadas de trabalho superiores a 40 horas por semana.

Aziz justificou que as alterações sugeridas descaracterizariam o propósito original do projeto, que prevê a redução da carga horária de 44 para 40 horas semanais sem prejuízo salarial, garantindo dois dias de folga para o convívio familiar.

O relator também negou pedidos para estender o período de transição da PEC, que é de 14 meses, para até quatro anos. Foram igualmente descartadas as tentativas de condicionar a vigência da regra a uma lei complementar futura ou de criar benefícios fiscais para os empregadores.

A proposta em debate estabelece o repouso semanal remunerado de dois dias consecutivos, reduzindo a carga horária máxima de 44 para 40 horas semanais, com um cronograma de adaptação estipulado em pouco mais de um ano.

Caso receba o aval dos integrantes da CCJ, o texto estará pronto para ser votado no plenário do Senado. A base governista trabalha para concluir a tramitação da matéria na Casa de forma célere.

Debate sobre acordos coletivos e flexibilização

O senador Izalci Lucas argumentou a favor de emendas que permitissem regimes alternativos de trabalho, possibilitando cargas horárias maiores desde que pactuadas em convenções coletivas entre empresas e empregados.

Para o parlamentar do Distrito Federal, a livre negociação é o caminho ideal para ajustar a realidade de cada setor produtivo às necessidades específicas de patrões e colaboradores.

Essa linha de raciocínio foi compartilhada por Oriovisto Guimarães, que também defendeu o fortalecimento dos acordos coletivos como o meio mais eficiente para gerir a jornada laboral no país.

Já o líder da oposição, Rogério Marinho, sugeriu a adoção de contratos por hora trabalhada, o que abriria espaço para a continuidade do modelo de seis dias de serviço por um de descanso.

Marinho alertou que a imposição de um formato rígido de jornada, sem o aumento da produtividade do trabalhador, poderia gerar impactos econômicos negativos, como inflação e desemprego.

Em resposta, Omar Aziz minimizou os temores de colapso econômico, lembrando que o país manteve sua estabilidade em 1988, quando a jornada semanal máxima foi reduzida de 48 para as atuais 44 horas.

O relator também se posicionou contra a contratação por hora trabalhada, enfatizando que a medida visa salvaguardar a parte mais vulnerável da relação trabalhista, que são os empregados.

Ele pontuou que a proposta alinha o Brasil à tendência global de redução da carga de trabalho para 40 horas semanais, citando exemplos recentes na América Latina, como Chile, Colômbia e México.

Por fim, Aziz observou que, embora o Brasil tenha sido pioneiro na redução de jornada em 1988, atualmente o país está defasado em relação aos padrões recomendados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) há mais de três décadas.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcelo Camargo/Agência Brasil

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