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Sexta-feira, 18 de Setembro 2026
Gilmar Mendes questiona atuação de Fux na Segunda Turma do STF em caso de chefe da PF
Justiça

Gilmar Mendes questiona atuação de Fux na Segunda Turma do STF em caso de chefe da PF

Decano enviou ofício contestando o prazo de apenas 22 minutos para analisar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal.

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O decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, enviou um ofício nesta quinta-feira (17) para criticar a conduta do ministro Luiz Fux na Segunda Turma do STF. No documento, o magistrado questionou a convocação de uma sessão extraordinária com apenas 22 minutos de antecedência para julgar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Mendes classificou o episódio como uma “condução indevida dos trabalhos” e argumentou que o tempo exíguo inviabilizou o exame adequado dos autos, impedindo a formação de uma convicção segura sobre a legitimidade da medida.

Origem da controvérsia

O afastamento do chefe da corporação havia sido determinado monocraticamente pelo ministro André Mendonça no âmbito da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de corrupção e fraudes financeiras ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master.

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Embora o delegado tenha sido reconduzido ao cargo no dia seguinte por decisão do ministro Flávio Dino, a determinação de Mendonça foi submetida a referendo no colegiado no mesmo dia em que foi emitida.

De acordo com o relato de Mendes, seu gabinete recebeu o comunicado oficial às 9h38 para uma sessão agendada para as 10h. Mesmo após o decano solicitar vista do processo, os ministros Luiz Fux e Kássio Nunes Marques adiantaram votos a favor da suspensão do delegado.

Alegação de acerto reservado

No texto formalizado, Gilmar Mendes acusou a existência de um arranjo prévio e não informado entre a presidência da turma e o relator do caso. Segundo ele, o movimento transforma a presidência do colegiado em um mecanismo de aceleração de teses em vez de assegurar a igualdade entre os julgadores.

Apesar de não gerar efeitos práticos imediatos no andamento processual, a manifestação serve para registrar formalmente as ressalvas quanto à postura de Fux e cobrar tratamento isonômico na condução do colegiado.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Rosinei Coutinho/STF

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