Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 18 de Setembro 2026
Centrais sindicais pressionam Senado por votação da escala 6x1 antes das eleições
Política

Centrais sindicais pressionam Senado por votação da escala 6x1 antes das eleições

Entidades planejam atos de rua e mobilização digital para antecipar a apreciação da PEC 221 de 2019 no Congresso.

IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

As principais centrais sindicais do Brasil iniciaram uma ofensiva para pressionar o Senado a votar a PEC 221 de 2019 antes das eleições de 2026, visando pôr fim à escala 6x1 e reduzir a jornada semanal de trabalho para 40 horas sem redução salarial.

Segundo Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), de postergar a análise atende a interesses do setor empresarial e da oposição, permitindo que parlamentares evitem desgaste antes do pleito.

"Os empresários defendem a votação após o pleito para permitir que o senador traia o eleitorado longe das urnas. É exatamente essa postura que pretendemos expor publicamente", declarou o dirigente à Agência Brasil.

Publicidade

Leia Também:

O líder da CUT sustenta que o adiantamento da matéria é viável se houver cobrança direta nos estados. Para ele, os congressistas terão de responder às reivindicações populares enquanto buscam apoio eleitoral nas ruas.

Estratégia de mobilização dos trabalhadores

A estratégia de ação foi pactuada durante reunião do Fórum das Centrais Sindicais, entidade que congrega as seis maiores representações trabalhistas do país, convocada logo após o anúncio do adiamento por Alcolumbre.

O plano aprovado prevê panfletagens intensivas em polos comerciais — onde o regime de seis dias de trabalho por um de descanso é predominante —, fortalecimento da presença nas redes sociais e organização de novos protestos de rua.

As entidades também formalizaram pedido de audiência com a presidência do Senado para requerer a inclusão da pauta no Plenário antes do primeiro turno e denunciar publicamente os parlamentares contrários ao texto.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, lamentou a decisão e alertou para os riscos da demora. "O adiamento causou surpresa, pois mais de 70% da população apoia a mudança. Deixar para depois das eleições pode fazer o debate voltar à estaca zero", avaliou.

Tramitação e justificativas no Congresso

Havia a expectativa de que a proposta seguisse direto para votação final após ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A assessoria da presidência do Senado não se manifestou ao ser procurada para comentar o caso.

Para Paulo de Oliveira, diretor executivo da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), adiar a votação compromete a transparência com o eleitorado, permitindo que interesses econômicos se sobreponham às demandas da maioria.

Por outro lado, o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, destacou que a redução da jornada é uma bandeira histórica e ressaltou o placar favorável na CCJ, onde apenas quatro senadores votaram contra.

As entidades sindicais argumentam que a mudança promove a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores, afirmando que os custos de adaptação são baixos e podem ser absorvidos pelo mercado, a exemplo do que ocorreu em 1988.

Posicionamento do setor patronal

Em contrapartida, confederações patronais manifestaram oposição à proposta. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) solicitou formalmente a manutenção da votação para o período posterior às eleições, alegando aumento de custos operacionais e potenciais impactos na inflação e no PIB.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, defendeu que alterações constitucionais nas leis trabalhistas exigem análise técnica criteriosa e ambiente estável, longe das pressões do calendário eleitoral.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Paulo Pinto/Agência Brasil

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Lnove Notícias
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR