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Sexta-feira, 18 de Setembro 2026
Câmara aprova MP que zera imposto de compras internacionais da
Política

Câmara aprova MP que zera imposto de compras internacionais da "taxa das blusinhas"

Proposta que zera tributo sobre encomendas de até 50 dólares segue para o Senado e precisa ser votada até dia 8 de setembro

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Em votação simbólica realizada nesta quinta-feira (3), a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória (MP) que extingue a cobrança da chamada "taxa das blusinhas". A medida zera a alíquota de 20% sobre compras internacionais por vias postais de até 50 dólares (aproximadamente R$ 257), enviando o texto agora para a apreciação do Senado Federal.

O presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu que as aquisições no exterior de até 50 dólares funcionam como uma alternativa de consumo relevante, beneficiando principalmente as famílias de menor poder aquisitivo.

De acordo com o parlamentar após a sessão, esses cidadãos lidam constantemente com restrições no orçamento familiar e recorrem a essas plataformas para obter itens essenciais a preços mais competitivos.

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O deputado também pontuou que os anseios do varejo e da indústria nacional, contrários à isenção, serão discutidos posteriormente para equilibrar a defesa do consumidor com a preservação da indústria brasileira.

Para que não perca a eficácia jurídica, o texto da Medida Provisória necessita do aval de deputados e senadores até o prazo limite de 8 de setembro.

Modificações inseridas no projeto

Ao longo de sua análise no Congresso, a proposta recebeu alterações sugeridas pela relatora do comitê misto, a senadora Leila Barros (PDT-DF).

Entre os novos pontos incluídos está uma emenda que zera a taxa de importação sobre remédios sem equivalentes produzidos em território nacional.

O projeto aprovado também estabelece o corte de 60% para 30% na cobrança tributária sobre encomendas internacionais via correio com valores de até US$ 3 mil.

Além disso, foi incluído um dispositivo que obriga o Ministério da Fazenda a realizar análises regulares sobre o impacto econômico gerado por essa isenção tributária.

Membros da oposição, no entanto, manifestaram descontentamento com o projeto, alegando que a medida favorece corporações externas e prejudica a competitividade local.

"O mesmo incentivo fiscal concedido a produtos importados deve ser estendido ao fabricante nacional, valorizando quem gera empregos e investe no país", argumentou o deputado Gilson Marques (Novo-SC).

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Kayo Magalhaes/Câmara dos deputados

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