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Quarta-feira, 23 de Setembro 2026
TCU sugere avaliar alternativas antes de cassar concessão da Enel em SP
Economia

TCU sugere avaliar alternativas antes de cassar concessão da Enel em SP

Tribunal recomenda que Ministério de Minas e Energia e Aneel analisem impactos financeiros e operacionais para os consumidores paulistas

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O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou, nesta quarta-feira (23), que o governo federal estude soluções alternativas antes de decretar a caducidade da concessão da Enel em São Paulo. A orientação direcionada ao Ministério de Minas e Energia (MME) e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) visa proteger os consumidores de possíveis instabilidades no fornecimento de eletricidade.

O relator do processo, ministro Augusto Nardes, destacou a necessidade de avaliar detalhadamente os impactos operacionais e financeiros de uma eventual rescisão de contrato. A caducidade representa a punição mais grave para uma distribuidora, resultando na retomada dos serviços pelo poder concedente devido a falhas graves.

Análise aprofundada de riscos

Por determinação da corte de contas, a Aneel e o MME devem apresentar um estudo estruturado. Esse documento precisa mensurar os custos de indenizações por bens reversíveis, estimar reflexos nas tarifas cobradas dos clientes e mapear potenciais novos operadores capazes de assumir o serviço de distribuição paulista.

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O tribunal ressalta que qualquer decisão extrema deve demonstrar, de forma técnica e fundamentada, que a extinção contratual trará um benefício real e líquido para a população afetada.

Processo administrativo e defesa

Atualmente, a agência reguladora analisa o processo administrativo contra a Enel São Paulo. A diretoria colegiada da Aneel dará um parecer técnico, mas a decisão política final caberá exclusivamente ao Ministério de Minas e Energia.

A distribuidora contesta as acusações de falhas estruturais apontadas pela fiscalização. A empresa alega que fatores climáticos extremos ocorridos entre 2023 e 2025 desafiaram a rede, mas que a recuperação dos serviços seguiu cronogramas viáveis.

A recomendação do TCU atende a preocupações manifestadas pela própria Enel em suas alegações finais. A concessionária argumentou que uma transição abrupta poderia desestabilizar o atendimento na região metropolitana.

Cenário inédito e prazos

A cassação de uma concessão de energia desse porte seria um marco inédito no Brasil. Historicamente, o governo federal optou por intervenções temporárias ou facilitou a venda do controle acionário para novos grupos privados, evitando a caducidade direta.

Diante da complexidade, o TCU estabeleceu um prazo de 60 dias para que a Aneel e o MME elaborem um plano de contingência. Esse cronograma deve garantir a continuidade do serviço até o fim do contrato atual, em 2028.

O processo no tribunal teve origem em 2023, após representação do Ministério Público junto ao TCU motivada por apagões severos na Grande São Paulo. Até o encerramento do caso de caducidade, as negociações para a renovação antecipada da outorga continuam suspensas.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Paulo Pinto/ Agência Brasil

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