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Quinta-feira, 17 de Setembro 2026
Solidão e exaustão explicam a alta taxa de abstenção nas urnas no Brasil
Política

Solidão e exaustão explicam a alta taxa de abstenção nas urnas no Brasil

Levantamento inédito do Datafolha e Avaaz aponta esgotamento mental e isolamento como principais motivos para o abandono do voto.

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A abstenção nas urnas no Brasil tem raízes profundas na exaustão mental e na solidão dos cidadãos, conforme revela a recente Pesquisa Termômetro do Bem Viver. O estudo, fruto de uma parceria entre a Plataforma Avaaz e o Datafolha, foi divulgado nesta semana e traz um panorama inédito sobre o afastamento dos eleitores da vida política nacional.

De acordo com o levantamento, a ausência de laços comunitários e a falta de contato com a natureza alimentam o desinteresse cívico. Cerca de 30 milhões de brasileiros deixaram de votar nos últimos pleitos, o que representa aproximadamente um em cada três eleitores distantes do processo democrático.

Por trás dessa evasão, os pesquisadores identificaram uma epidemia de esgotamento e forte dependência digital. Em contrapartida, cidadãos que mantêm forte engajamento comunitário continuam considerando a democracia um valor inegociável para a sociedade.

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Nana Queiroz, diretora do Projeto Desapocalíptica do Avaaz, explicou que os chamados cidadãos "desvinculados" entram em um ciclo altamente destrutivo. Esse público recorre à televisão e às redes sociais como uma forma de anestesia para lidar com o cansaço cotidiano.

As plataformas digitais frequentemente isolam os usuários em bolhas ideológicas e fomentam culturas de hostilidade. Como resultado, essas pessoas acumulam sentimentos de culpa pelo tempo perdido online e perdem a crença na capacidade de transformar o coletivo por meio do voto.

O perfil dos desvinculados nas urnas

Quase metade dos indivíduos analisados, cerca de 47%, foi classificada como desvinculada. Esse grupo é formado por pessoas que já abandonaram o voto ou que comparecem raramente. A juventude lidera essa estatística, sendo que jovens entre 18 e 34 anos representam 44% do total.

Fatores como jornadas laborais extenuantes reduzem drasticamente o tempo livre necessário para cultivar laços sociais. Para reverter esse cenário, especialistas defendem a implementação de políticas públicas voltadas ao bem viver, promovendo acesso à cultura, lazer e áreas verdes.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Fernando Frazão/Agência Brasil

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