Aguarde, carregando...

Segunda-feira, 12 de Outubro 2026

Eleições 2026

AO VIVO
Apurado: 0%
Aguardando início da apuração oficial...
Orçamento de 2027 prevê superávit primário impulsionado pelo arcabouço fiscal
Economia

Orçamento de 2027 prevê superávit primário impulsionado pelo arcabouço fiscal

Projeto entregue ao Congresso indica saldo positivo de até R$ 83,4 bilhões com controle de gastos

IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O governo federal enviou nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional o projeto do Orçamento de 2027, estimando um superávit primário de R$ 83,4 bilhões. A proposta foi desenhada para buscar o equilíbrio fiscal do país e projeta um valor R$ 10 bilhões superior à meta fixada de R$ 73,2 bilhões (0,5% do PIB), sustentada pelas regras do arcabouço fiscal.

Contudo, ao computar os custos contabilizados fora da regra de controle de gastos, a projeção oficial para o saldo positivo do próximo ano é ajustada para R$ 18,6 bilhões.

"Uma das nossas mensagens centrais é que, no próximo ano, teremos um Orçamento equilibrado", enfatizou Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento.

Publicidade

Leia Também:

O indicador primário mede a diferença entre a arrecadação e as despesas do setor público, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

Pela legislação vigente desde 2023, há uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB, o que permite o encerramento do exercício com superávit de 0,25% sem haver descumprimento da meta.

Para o próximo ano, a peça orçamentária projeta receitas líquidas de R$ 2,849 trilhões (19,27% do PIB), valor que desconta as transferências obrigatórias para estados e municípios.

As despesas totais estão calculadas em R$ 2,83 trilhões (19,14% do PIB). Considerado apenas o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), o superávit efetivo previsto é de R$ 18,6 bilhões (0,13% do PIB).

A previsão ascende a R$ 83,4 bilhões ao se abaterem R$ 64,8 bilhões em gastos isentos da meta, superando a meta oficial de R$ 73,2 bilhões em R$ 10,2 bilhões.

Essa margem é fruto de um acordo de 2023 com o Supremo Tribunal Federal (STF), que retirou precatórios da meta primária, somado a leis que excluem investimentos específicos em saúde, educação e defesa.

Gatilhos de contenção

Durante a apresentação do projeto, o ministro Bruno Moretti ressaltou que os gatilhos do arcabouço fiscal já estão contendo despesas obrigatórias e gerando margem orçamentária.

O dispositivo do Artigo 6 limita a expansão de gastos com pessoal a 0,6% acima da inflação (excetuando sentenças judiciais), devendo proporcionar uma economia de R$ 9 bilhões em 2027.

Já o Artigo 14 impõe teto de 2,5% acima da inflação para fundos vinculados, como o FNDCT, e desvincula receitas petrolíferas do cálculo de pisos da saúde.

As restrições impostas pelo Artigo 14 devem gerar uma contenção adicional de R$ 8,9 bilhões para as contas públicas, informou a pasta.

Ademais, em razão do déficit apurado em 2025, entrará em vigor a proibição de criar ou ampliar incentivos fiscais em 2027, embora o montante dessa economia ainda não tenha sido estimado.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Lnove Notícias
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR