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Gilmar Mendes propõe vetar delegados da PF como assessores no STF
Justiça

Gilmar Mendes propõe vetar delegados da PF como assessores no STF

Medida do decano visa proibir policiais nos gabinetes da Corte e surge diante do acirramento da crise entre os ministros Moraes e Mendonça.

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O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou neste sábado (5) uma proposta de alteração regimental para proibir que delegados da Polícia Federal, militares e policiais atuem como assessores nos gabinetes da Corte, visando evitar interferências em investigações.

A iniciativa já havia sido adiantada ao presidente do tribunal, Edson Fachin, e foi formalmente protocolada para que seja analisada e votada pelos integrantes do plenário.

A mudança regimental é apresentada durante uma escalada de tensão entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, visto que ambos contam atualmente com dois delegados da Polícia Federal em suas equipes de apoio.

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Segundo a justificativa de Mendes, a permanência dessas autoridades nos gabinetes gera o risco de transferir para o Supremo decisões relativas à condução de investigações, tarefa que é de competência exclusiva da polícia.

O texto elaborado pelo decano estabelece que integrantes das carreiras policiais e militares permaneçam restritos às atividades de segurança do tribunal, ficando expressamente vedada a participação na instrução de inquéritos e no assessoramento jurídico.

O dispositivo prevê ainda que a presidência do STF providencie a devolução imediata dos servidores aos seus órgãos de origem caso estejam atuando em desconformidade com a nova regra do artigo 357 do Regimento Interno.

A proposta também acompanha a articulação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para que retornem à corporação os delegados cedidos a Mendonça, relator de processos sobre corrupção e fraude financeira no Banco Master e no INSS.

A partir de agora, cabe ao presidente Edson Fachin pautar o tema para deliberação entre os ministros.

Tensões e relatórios da Polícia Federal

A articulação de Gilmar Mendes ocorre após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório policial contendo diálogos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, citando o ministro Alexandre de Moraes.

Nas mensagens anexadas, Vorcaro cita um contrato de R$ 131 milhões com a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado, e sugere ter tido acesso a dados sigilosos sobre fases operacionais da Polícia Federal.

Diante da exposição, Moraes acionou a presidência do STF pedindo investigação contra Mendonça por suposto abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Para fundamentar o pedido, Moraes utilizou um documento de inteligência indicando conduta direcionada de Mendonça. Contudo, a peça não traz assinatura e assinala ser apenas um estudo prospectivo sem valor probatório.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Antônio Augusto/STF

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