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A corrida por ingressos para a final da Copa Libertadores provocou desespero entre milhares de torcedores do Palmeiras, após o esgotamento rápido das entradas para o confronto contra o Estudiantes no Estádio Centenário, em Montevidéu. O impasse reflete um problema estrutural de oferta e demanda que escancara a complexidade do sistema de bilheteria adotado pelo clube e pela Conmebol.
Como destacou o conselheiro alviverde Fábio Raiola, não existe fórmula mágica quando a procura por um evento supera expressivamente a capacidade física do local. Diferente de outros produtos, a limitação de assentos no tradicional estádio uruguaio impede a expansão da oferta de bilhetes para o público.
Uma das principais críticas da torcida recai sobre a adesão ao plano Diamante do Avanti, a categoria mais cara do programa de sócio-torcedor. Como o plano concede prioridade máxima na compra de bilhetes independentemente da frequência do sócio no estádio, especula-se que milhares de novos inscritos tenham aderido recentemente. Embora essa migração traga receita milionária imediata aos cofres do clube, ela gera questionamentos sobre a preterição dos torcedores assíduos.
Cambismo e limitações do modelo
A ausência de biometria facial, alegada pela Conmebol devido às normas locais do Uruguai, também abre brechas para a atuação de cambistas. Mesmo com a promessa de combate às fraudes por meio do QR Code dinâmico, bilhetes continuam sendo oferecidos informalmente em redes sociais por valores astronômicos, além do risco iminente de golpes.
Além disso, pacotes oferecidos por agências de viagens e a divisão de apenas um terço dos bilhetes para cada clube finalista reforçam o debate sobre os impactos do modelo de final única na representatividade da torcida nas arquibancadas.
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