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Combate ao assédio eleitoral continua mesmo após o fim das eleições no país
Política

Combate ao assédio eleitoral continua mesmo após o fim das eleições no país

Justiça do Trabalho garante apuração de denúncias e alerta que ameaças ou demissões por motivação política são ilegais.

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Mesmo após o término do pleito, a Justiça do Trabalho reforçou que continuará investigando e punindo os casos de assédio eleitoral no Brasil. O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Vieira de Mello Filho, declarou que todas as denúncias registradas pelas vítimas serão julgadas para coibir abusos do poder patronal.

Até o momento, o Ministério Público do Trabalho (MPT) contabilizou 1.937 notificações relacionadas a esse tipo de infração. O órgão segue monitorando condutas irregulares em empresas de todo o país.

O que caracteriza o assédio eleitoral

O problema ocorre quando chefes ou superiores hierárquicos pressionam funcionários a votar ou deixar de votar em determinados candidatos. Essa prática abusiva pode se manifestar por meio de ameaças diretas de demissão ou pelo fechamento da empresa.

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Além das ameaças ostensivas, exige-se por vezes a gravação de vídeos de apoio político. Promessas de benefícios financeiros e coações sutis também configuram crime, sujeito a pena de reclusão e aplicação de multas.

A legislação protege diferentes categorias de profissionais. Dessa forma, trabalhadores contratados sob o regime celetista, terceirizados, estagiários e servidores públicos podem ser vítimas e denunciar essas ilegalidades.

Canais disponíveis para denúncia

Trabalhadores afetados podem protocolar queixas junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de sua região, além dos canais oficiais do MPT e do Ministério Público Eleitoral (MPE).

Outra opção acessível é a plataforma digital "No Meu Voto Mando Eu", mantida pela Justiça do Trabalho como parte de uma campanha nacional contra a coação no ambiente laboral.

Exemplos de infrações registradas

Entre as acusações investigadas, destaca-se o caso do empresário Leandro Batista Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás. Ele ofereceu uma viagem custeada para mil eleitores com o intuito de impedi-los de votar. A Justiça do Trabalho concedeu liminar barrando a ação, sob pena de multa de R$ 100 mil por trabalhador atingido.

Também foram registrados casos envolvendo parlamentares eleitas no Rio de Janeiro e no Paraná. A deputada Índia Armaleu e a deputada Jéssica Ramos Moreno publicaram mensagens orientando empresários a demitirem funcionários favoráveis a adversários políticos.

Especialistas ressaltam que dispensar empregados por motivação política constitui discriminação no trabalho. A conduta é estritamente proibida pela Constituição Federal e pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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