O voto é facultativo para jovens a partir de 16 anos, mas a democracia começou a ser apresentada muito antes para um público infantil nas seções eleitorais do segundo turno. Mães, pais e responsáveis decidiram levar os filhos pequenos aos locais de votação para que eles compreendessem, desde cedo, como funciona a escolha de representantes na urna.
A publicitária Polyana Carla Alves Ázara e a internacionalista Luísa Malagoli compareceram ao Centro de Ensino Médio Paulo Freire, na Asa Norte, em Brasília. Acompanhadas do filho e do cão da família, elas participaram do pleito que define os rumos do país.
Vinda de Goiânia há quatro anos, Polyana votou pela primeira vez na capital federal e destacou a relevância de incluir o menino na vivência cívica. Para ela, a participação infantil cria memórias duradouras sobre a responsabilidade coletiva.
“Ele participar disso é muito importante. Penso no futuro em que ele, um dia, poderá pensar ‘eu participei, eu estive neste momento de futuro para mim e para o Brasil’”, afirmou.
A companheira Luísa reforçou que o exercício do sufrágio é um dever inadiável. Segundo ela, a atuação cidadã vai além do período de votação e exige cobrança constante dos eleitos.
Direitos das meninas e mulheres
Com o e-título no celular e acompanhada das filhas Emanuelle e Luna, a analista Elizabete Queiroz Gomes também aproveitou a ocasião para transmitir valores cívicos no Varjão, região administrativa de Brasília.
“É muito importante, desde cedo, a gente já ensinar os nossos filhos sobre a importância de a gente ter o nosso direito de voto”, pontuou Elizabete, destacando o peso histórico da conquista do sufrágio feminino no Brasil.
Próximas gerações
Na mesma linha, a aposentada Siomara Chao levou o neto Iyaz, de 4 anos, motivada pelo civismo. Ao lado do marido Plínio de La Pena, ela destacou que o voto visa garantir um futuro melhor para os descendentes.
“Vir aqui, no domingo, é exercer a nossa cidadania. Fazer valer uma mudança, um progresso futuro para os nossos netos”, declarou Siomara.
Segurança
Mesmo sem compreender totalmente a complexidade da política, o pequeno Arcanjo Miguel, de 7 anos, acompanhou o pai, Nilsemar Ferreira da Silva. Para o pai, introduzir o tema desde a infância é essencial para construir o desejo por um país mais seguro e educado.