O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou publicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL) a votar a favor do fim da escala 6x1. O posicionamento ocorreu nesta quarta-feira (7), em Brasília, durante uma plenária do PT com parlamentares. Lula cobrou que a oposição apoie a proposta de redução da jornada de trabalho para cinco dias semanais, mantendo o salário atual do trabalhador.
O petista, que é pré-candidato à reeleição em 2026, afirmou que acompanhará de perto a votação do adversário político. Lula criticou a postura de integrantes do Partido Liberal (PL) que se manifestam de forma contrária à mudança. Ele cobrou que o senador oriente sua bancada a aprovar o projeto de lei no Congresso Nacional.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro defende que a legislação garanta autonomia para o empregado negociar suas horas. Em entrevista recente, o parlamentar argumentou que o cidadão deve ter a liberdade de montar sua própria jornada conforme suas necessidades individuais, priorizando o trabalho ou o tempo livre.
Lula rebateu essa tese, classificando o modelo de livre negociação como desvantajoso para a classe trabalhadora. Segundo o presidente, acordos individuais costumam ser desproporcionais. Ele reforçou que a única alternativa aceitável é a garantia legal de dois dias de descanso para cada cinco trabalhados, sem brechas para barganhas.
Ações integradas na segurança pública
Além do debate trabalhista, Lula aproveitou o encontro partidário para defender a aprovação da PEC da Segurança Pública. A Proposta de Emenda à Constituição visa centralizar e coordenar os esforços de combate ao crime organizado entre o governo federal, os estados e os municípios brasileiros.
Na avaliação do presidente, o modelo federativo atual se mostrou insuficiente nas últimas décadas, pois os estados não conseguiram conter a criminalidade isoladamente. Para mudar esse cenário, a gestão federal planeja fortalecer a atuação da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Penal.
Entre as metas anunciadas está a conversão de 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima, com o objetivo de desarticular facções criminosas. Lula também reiterou a intenção de criar um ministério exclusivo para a pasta da Segurança Pública e encerrou destacando o lema de sua campanha: "Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão".