Quem era Marcos Brandão a três anos atrás? Onde trabalhava? Do que vivia? Que partido era filiado? A que cargos já concorreu? Quais trabalhos ele fez pelo povo do Maranhão antes de Brandão assumir o governo do Maranhão?
Nada tenho contra a pessoa do irmão do governador, ele inclusive tem boa relação com todo mundo, até comigo, esse texto não é contra ele, é contra um comportamento que está entranhado em todos os municípios do Maranhão e do qual precisamos nos libertar.
O que mais temos hoje é gente que não foi votada, ou nunca enfrentou as urnas, respondendo pelo eleito ou mesmo ditando as regras como se tivesse mandato eletivo concedido pela população.
Gente que se não fosse o poder de um cofre público ninguém saberia nem quem seria, ou onde estaria. Nunca enfrentou uma eleição, não tem um trabalho em prol da população, mas comanda! Mandando e desmandando, comprando eleições em nome de terceiros, calando parte da imprensa ou a colocando para defender seus nomes como se fossem os maiorais.
Já assisti a tantos entrarem, saírem e voltarem para o mesmo lugar nos últimos anos, o mundo gira, o sol nasce todo dia.
Estamos com o estado inteiro lotado desse tipo de gente, eles pagam, contratam ou não, dão calote ou perseguem quem não admite esse absurdo.
Como isso não é uma coisa nova e aumenta a cada dia, a única coisa que assusta é a passividade da população e a inércia dos demais poderes inclusive os de controle e fiscalização, em aceitar que isso vire uma regra e não uma exceção.
Somente a população e os demais poderes podem mudar essa realidade, pois um deputado já disse outro dia que “não existe lei que impeça que os governantes elejam seus parentes”, só esqueceu, ou não, que o deputado é quem poderia fazer tal lei. Mas ele não tem interesse nisso, pois elegeu a esposa e já fala em eleger também um filho.
E isso não é ilegal, mas nenhum deles teria a coragem de tentar eleger um parente usando seu próprio dinheiro! Eleger com dinheiro público é fácil, sem ele, nem pensar!
Ou o Maranhão acaba com essas ascensões meteóricas a partir dos cofres públicos, ou essa classe política vai continuar seguindo o mesmo padrão de quem os elege: Primeiro eles, o que sobrar, é do povo!