Uma fonte nos informou nesta terça-feira (05), que a denúncia de uma suposta compra de votos nas eleições municipais do ano passado em Imperatriz que resultou em uma operação de busca e apreensão contra o deputado federal Josivaldo JP (PSD) e mais onze alvos, partiu da ex-candidata a prefeita Mariana Carvalho (REP).
A denúncia aconteceu durante as eleições municipais ainda no primeiro turno em que a coligação da bolsonarista acionou o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) durante a campanha eleitoral. E quase um ano depois das eleições, o juiz da 33ª Zona Eleitoral de Imperatriz, Joaquim da Silva Filho ordenou a Polícia Federal (PF), que fizesse busca e apreensão nos endereços de JP.
Mariana disputou o segundo turno com Rildo Amaral (PP), onde não conseguiu se eleger, porém ao longo da campanha de primeiro e segundo turno fez dezenas de denúncias contra seus concorrentes, o que soou como perseguição e consequentemente uma dessas serviu de "boi de piranha" para perseguir o deputado JP.
No bojo da operação da PF contra JP que ainda está em fase de investigação, somente o Supremo Tribunal Federal (STF), poderia autorizar que a busca e apreensão contra o deputado federal fosse feita e não um juiz de primeira instância como foi feita, ignorando as prorrogativas de foro que os parlamentares tem e que as medidas cautelares foram ilegais.
A Justiça Eleitoral e nem a PF ainda não se pronciaram a cerca da operação de segunda-feira.