A Câmara dos Deputados registrou uma taxa de renovação de 35,67% em sua nova composição para a 58ª legislatura, que vai de 2027 a 2031. Com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 183 dos 513 parlamentares eleitos exercerão o primeiro mandato.
Enquanto 301 deputados conseguiram a reeleição, outros 29 ex-parlamentares retornarão à Casa. O índice de novos nomes mantém a média de oxigenação registrada no pleito anterior, que foi de 39,3%.
Pretos, pardos e indígenas
Os candidatos autodeclarados pretos e pardos conquistaram 135 cadeiras, o que representa uma queda de 2,9% em relação a 2022. No total, o TSE registrou mais de 10 mil candidaturas negras para o pleito.
A bancada indígena também recuou e elegeu apenas três representantes para defender os povos originários: Paulo Guedes, Juliana Cardoso e Sônia Guajajara.
Recorde feminino
As mulheres alcançaram um marco histórico ao eleger 108 deputadas, a maior bancada feminina já vista na Casa. O número representa um avanço de 18,68% na comparação com a eleição passada.
A advogada Damares Medina destaca que a presença feminina reforça a mensagem de autonomia das mulheres na política, independentemente de suas divergências ideológicas.
Força partidária e recordes
O Partido Liberal (PL) formou a maior bancada, com 121 deputados, seguido pela Federação Brasil da Esperança, com 88 parlamentares. Os blocos garantem forte influência na distribuição de orçamentos e emendas.
Entre os nomes mais votados, Nikolas Ferreira bateu recorde histórico com mais de 3,11 milhões de votos, seguido por Lucas Pavanato e Erika Hilton.