A empresa Meta negou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter concedido qualquer tipo de favorecimento no alcance de publicações para candidatos à presidência. A manifestação foi enviada na noite de segunda-feira (19) pelas plataformas digitais da companhia, como Facebook, Instagram e WhatsApp.
No documento oficial, a multinacional garantiu que todos os conteúdos sobre as duas campanhas são tratados de maneira igualitária e sem discriminação. Um relatório técnico foi anexado para detalhar os mecanismos que preservam essa imparcialidade nas redes sociais.
A resposta ocorreu após determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze. Ele exigiu explicações sobre as medidas de isonomia adotadas para o segundo turno da eleição presidencial.
Bellizze atendeu a um pedido da coligação Brasil Pronto pra Mais, ligada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A legenda apontou supostas vantagens para publicações voltadas ao adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Após fixar prazos rigorosos e ameaças de multas milionárias, o magistrado obteve a resposta da companhia. A big tech assegurou cumprimento integral das normas da Justiça Eleitoral.
Embora não tenha divulgado dados específicos de alcance, a empresa ressaltou que a própria legislação assegura isonomia de regras e critérios, e não de resultados práticos.
Ajustes na inteligência artificial
Sobre denúncias envolvendo a ferramenta Meta AI, a empresa implementou bloqueios adicionais. O recurso agora rejeita comandos com prenomes de candidatos para evitar viés na geração de imagens políticas.
A companhia também justificou restrições a conteúdos em colaboração e detalhou ações de moderação. Ao todo, 1.204 postagens com uso de inteligência artificial foram auditadas, resultando em 720 remoções.
Pedido de reunião
Por fim, a Meta solicitou uma audiência urgente com o ministro Bellizze para debater aspectos técnicos do processo. A companhia reafirmou agir com boa-fé para colaborar com a Justiça Eleitoral.