Tribunais Regionais Eleitorais de todo o Brasil realizam neste sábado, véspera do pleito, a distribuição final das urnas eletrônicas e a preparação das seções eleitorais para garantir a segurança e a transparência do processo de votação.
Ao todo, a operação engloba mais de 560 mil aparelhos transportados até os colégios e postos de votação. Enquanto 499 mil urnas serão efetivamente utilizadas pelos eleitores, quase 65 mil equipamentos permanecerão em contingência para substituir eventuais unidades que apresentem falhas técnicas.
Devido à complexidade logística, os órgãos regionais estabeleceram parcerias estratégicas. No estado do Rio de Janeiro, o transporte contou com o auxílio de ônibus escolares e trabalhadores da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). Nas seções, servidores e voluntários organizam os espaços e fixam cartazes informativos.
Testes e zerésima garantem a lisura do processo
Para certificar a ausência de votos prévios, a Justiça Eleitoral emitiu a zerésima do Sistema de Gerenciamento da Totalização. O mesmo procedimento de verificação será repetido nas próprias seções por voluntários antes do início da coleta dos votos, assegurando a exatidão da contagem final.
Segundo o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, os preparativos demonstram de forma pública que a votação é totalmente auditável. Ele ressaltou que o pleito começa muito antes da digitação no teclado, abrangendo desde a carga até a fiscalização pelas instituições e partidos.
Além disso, equipamentos foram sorteados para passar por testes de autenticidade e integridade no domingo. Em juízos específicos, magistrados confirmarão se os programas instalados nas urnas correspondem aos sistemas oficiais lacrados digitalmente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em outra frente de fiscalização, equipamentos selecionados serão levados a locais públicos seguros, como a sede do Tribunal de Justiça ou da Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro. Nesses pontos, fiscais farão a digitação paralela de cédulas em papel e na urna eletrônica para conferir se o resultado é idêntico em ambos os métodos.
O desembargador Claudio de Mello Tavares reiterou ter plena confiança na tecnologia empregada e destacou que a verificação contínua, antes, durante e após a votação, comprova decisivamente que o sistema registra exatamente a vontade manifestada pelo cidadão.