Os investimentos no tesouro direto alcançaram a marca histórica de R$ 15 bilhões em agosto, registrando o maior patamar da série estatística do programa com 1,32 milhão de operações realizadas.
Contudo, as saídas superaram as entradas. Os resgates e vencimentos somaram R$ 17,22 bilhões, gerando uma captação líquida negativa de R$ 2,21 bilhões no período analisado.
Esse cenário ocorreu principalmente devido ao fim da vigência dos papéis Tesouro IPCA+ 2026 e sua versão com juros semestrais, que injetaram bilhões de reais de volta aos investidores.
Preferência por taxa selic
Os papéis vinculados à taxa Selic lideraram a preferência popular. As vendas do Tesouro Selic e do Tesouro Reserva atingiram R$ 7 bilhões, representando quase metade das negociações mensais.
Enquanto isso, os títulos indexados à inflação captaram R$ 5,5 bilhões e as opções prefixadas alcançaram R$ 2,5 bilhões. Nas recompras antecipadas, os ativos atrelados à taxa básica de juros também dominaram.
A maior parte dos aportes concentrou-se em prazos de um a cinco anos. Pequenos investidores continuaram ditando o ritmo, com transações de até R$ 1 mil respondendo pela maioria das operações.
Estoque e investidores
O estoque total do programa fechou o mês de agosto estável em R$ 272 bilhões, exibindo um salto expressivo de 43% frente ao mesmo período do ano anterior.
Os ativos atrelados à inflação continuam liderando a composição da carteira governamental, seguidos de perto pelos títulos pós-fixados e pelos prefixados.
No aspecto social, a base de investidores ativos alcançou 3,83 milhões de pessoas, enquanto o cadastro geral acumulou mais de 36 milhões de CPFs registrados.