A reconstrução da Ceagesp dará um passo importante no dia 16 de outubro com a abertura de duas tendas-galpão provisórias em São Paulo. A iniciativa visa abrigar os 124 permissionários do pavilhão MFE-A, destruído por um incêndio entre 5 e 6 de setembro. A medida emergencial busca restabelecer as atividades comerciais afetadas pelo fogo.
O novo espaço temporário terá 4,8 mil metros quadrados, uma área ligeiramente menor que os 6 mil metros quadrados do pavilhão original. Apesar da redução, a estrutura centralizada permitirá que os trabalhadores retomem o atendimento unificado, deixando para trás as condições improvisadas sob lonas que enfrentam atualmente ao redor do local do incidente.
Atualmente, a exposição ao calor e às chuvas prejudica as vendas, que despencaram cerca de 50%, segundo a comissão de comerciantes. Além disso, a disposição atual dos boxes improvisados atrapalha o tráfego de caminhões no complexo. A organização corre contra o tempo, já que o período de pico de movimentação de frutas ocorre entre novembro e fevereiro.
Para mitigar os prejuízos, a administração da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo suspendeu a cobrança de taxas dos atingidos até a entrega do pavilhão definitivo. O antigo pavilhão MFE-A era um dos mais tradicionais do entreposto, abrigando famílias de comerciantes que atuavam no local desde a década de 1960.
A expectativa é que os comerciantes utilizem as tendas provisórias até setembro de 2027. O Diretor Técnico Operacional da Ceagesp, Luiz Silveira Rangel, explicou que o projeto definitivo será moderno, com pé-direito alto, mezanino e plataformas elevadas para evitar perdas com inundações. O plano será discutido diretamente com os trabalhadores antes da execução.
O maior gargalo atual é a logística de abastecimento, dificultada pelo tamanho dos caminhões modernos em vias antigas. Como a área das tendas era usada para transbordo, essas operações foram deslocadas para estacionamentos mais distantes. Em dezembro, um estacionamento temporário será aberto na área do pavilhão destruído para aliviar o fluxo.
Demolição e limpeza da área afetada
A demolição das ruínas metálicas do antigo pavilhão começou na semana passada e deve durar 60 dias. Equipes trabalham na remoção de toneladas de ferro retorcido e restos de frutas como coco, abacaxi e melancia. Documentos das empresas também estão sendo recuperados de forma gradual, priorizando a segurança dos operários no local.