Um levantamento feito no ano passado pela Faculdade de Medicina da USP em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB), expôs a fragilidade médica do Maranhão, que segundo dados do censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Conselho Federal de Medicina (CFM), tem cerca de 1,17 médicos para cada mil habitantes maranhenses, sendo que a média nacional é de 2,56 médicos por cada mil habitantes.
O estado maranhense foi considerado o pior do ranking juntamente com o Pará (1,33) e Amapá (1,45) que estão entre os três últimos com a taxa de médicos por habitantes abaixo da média nacional. Ainda segundo os dados, os municípios do Maranhão com menor número de habitantes são os que mais sofrem, tendo que se deslocar pra grandes centros para serem atendidos por falta de médicos e hospitais onde residem.
No total, o país tem uma população de mais de 203 milhões de pessoas, dentre elas estão 545.7671 médicos conforme o levantamento que tem como objetivo atualizar os indicadores e projeções sobre oferta e distribuição de médicos pelo Brasil. Dezenove estados, nenhum deles das regiões Sudeste e Sul, têm taxa de médicos por habitantes abaixo da média nacional.
O Maranhão possui quase oito mil profissionais médicos, mas ainda está longe de ser o esperado pelo menos na média nacional, o que tem levado o estado a precariedade e punindo milhares de maranhenses que sofrem, todos os dias, em hospitais espalhados pelo Estado e em busca de atendimento médico.