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Quarta-feira, 30 de Setembro 2026
Justiça Federal exige que o Discord reforce a segurança digital de menores
Justiça

Justiça Federal exige que o Discord reforce a segurança digital de menores

Decisão atende a pedido da AGU e estabelece multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento das novas normas de proteção.

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A Justiça Federal determinou que o Discord implemente, de forma imediata, salvaguardas voltadas à segurança digital de crianças, adolescentes e mulheres. A medida, expedida pelo juiz Anderson Silva da 14ª Vara Federal Cível de Brasília, fixa multa diária de R$ 100 mil em caso de desobediência.

A ordem judicial atende a uma ação civil pública movida pela Advocacia-Geral da União (AGU). O órgão apontou graves lacunas nos sistemas de checagem etária e na defesa dos usuários contra ameaças virtuais.

As investigações ganharam força após um caso trágico envolvendo uma adolescente de 13 anos. Embora a defesa tenha alegado ausência de culpa direta, o magistrado identificou que etapas cruciais do ocorrido se passaram na ferramenta.

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O juiz destacou a presença de riscos reais que justificam a imposição de deveres preventivos. Entre as exigências, a empresa deve barrar a recriação de servidores banidos e manter canais de atendimento em português.

Medidas obrigatórias

A decisão elenca as seguintes diretrizes para o funcionamento da plataforma:

  • Impedir a recriação de servidores, canais e comunidades removidos, inclusive por meio de novas identidades ou contas vinculadas.
  • Preservar por, pelo menos, seis meses registros de moderação, contas, servidores, comunidades, comunicações e notificações relacionadas aos fatos investigados.
  • Criar protocolo para situações de sextorsão envolvendo crianças ou adolescentes, com comunicação às autoridades.
  • Incluir conteúdos de maus-tratos, mutilação ou crueldade contra animais nos mecanismos de avaliação e moderação quando houver risco a menores.
  • Comprovar capacidade operacional em língua portuguesa para segurança, moderação e recebimento de denúncias no Brasil.
  • Demonstrar como é feita a verificação etária, além de apresentar eventual plano de adequação à legislação.
  • Adotar providências para cumprir regras de vinculação de usuários menores de 16 anos a seus responsáveis legais.
  • Comprovar a existência e eficácia de supervisão parental, configurações protetivas e controles de privacidade.
  • Apresentar avaliação de impacto sobre segurança e saúde de crianças, incluindo riscos de aliciamento, violência, automutilação e suicídio.
  • Impedir convites usados para reconstruir comunidades removidas ou atrair menores para ambientes ligados a contas reincidentes.
  • Preservar e comunicar conteúdos relacionados à automutilação, suicídio e violência grave às autoridades competentes, quando identificados legitimamente.
  • Manter representante legal no Brasil e canal de denúncias em português.
  • Remover republicações tecnicamente idênticas de gravações e materiais de incentivo, após notificação válida.
FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Valter Campanato/Agência Brasil

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