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Sexta-feira, 25 de Setembro 2026
Conselho do MPF rejeita investigação contra Paulo Gonet
Justiça

Conselho do MPF rejeita investigação contra Paulo Gonet

Colegiado negou pedido do Partido Novo para apurar suposta prevaricação e decidiu manter o procurador-geral nos processos.

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Por 5 votos a 4, o Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) rejeitou nesta sexta-feira (25) a abertura de um procedimento de investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O colegiado analisou um pedido protocolado pelo Partido Novo. A legenda exigia a apuração do crime de prevaricação e o afastamento do chefe do MPF dos processos sobre fraudes no Banco Master.

Contudo, os conselheiros decidiram manter Gonet na condução das investigações. Neste ponto específico, o placar foi unânime, registrando 9 votos a favor da permanência e nenhum contra.

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Debates e votos no colegiado

As manifestações contrárias à abertura da investigação partiram do relator, Francisco Sanseverino, além dos subprocuradores Celso Albuquerque, Alexandre Camanho, Hidenbugo Chateaubriand e Nicolau Dino.

Por outro lado, votaram pela apuração os subprocuradores Janice Ascari, Samantha Chantal Dobrowolski, José Adonis e Ana Borges Santos.

Durante a sessão, Hidenbugo Chateaubriand argumentou que o afastamento só poderia ocorrer por decisão judicial. Ele também pontuou a ausência de indícios sobre uma suposta amizade íntima entre Gonet e Daniel Vorcaro.

Já a subprocuradora Ana Borges classificou o caso como um grave escândalo financeiro. Para ela, havia elementos suficientes sobre o dolo específico para autorizar a investigação criminal.

Origem das menções

O nome de Gonet apareceu em diálogos obtidos pela Polícia Federal (PF) no celular de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, que está preso.

O sigilo parcial dessas conversas foi retirado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os registros mostram que o banqueiro mencionou o chefe do MPF e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, antes de sua prisão.

Apesar da citação nas mensagens, a corporação reforçou que não existem provas de interferência de Gonet ou de Andrei nas apurações em curso.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcelo Camargo/Agência Brasil

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