Nesta quarta-feira (14), um grupo de 55 veículos de imprensa independente uniu forças para lançar um editorial focado na defesa intransigente da liberdade de imprensa, da democracia e no combate ao autoritarismo no Brasil.
O manifesto destaca que o ecossistema informativo precisa ser íntegro. Dados confiáveis e plurais são vitais para que a sociedade investigue desvios e cobre transparência de autoridades públicas.
As organizações voltaram suas críticas para as diretrizes políticas do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL). O texto lembra que, durante a gestão de Jair Bolsonaro, a categoria enfrentou um cenário adverso de forte repressão.
Dados da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) apontam que 1.442 episódios de violência contra repórteres ocorreram entre 2019 e 2022. A Abraji também registrou centenas de alertas no período, com forte participação da família presidencial.
Para os veículos signatários, o postulante ao cargo máximo do Executivo sinaliza continuidade nessas investidas. Entre os pontos citados estão o plano de anular condenações do pai e alterações constitucionais.
O documento ressalta que o estilo menos expansivo do candidato não diminui a gravidade dos riscos. O grupo político já demonstrou questionamentos sobre a lisura de eleições e o papel das instituições.
A Agência Brasil tentou contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro para obter posicionamento, mas não obteve resposta imediata. O espaço continua disponível para manifestações futuras.
Anteriormente, em agenda pública no Rio de Janeiro, o político assegurou que vai resguardar o trabalho dos jornalistas e garantir o direito de fiscalização e críticas à gestão federal.
Por outro lado, a equipe jurídica da campanha recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para derrubar centenas de publicações. A defesa argumenta que há propagação de fake news, negando qualquer intuito de censura.