A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite de terça-feira (13). O documento posiciona o órgão contra o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, por entender que faltam evidências para a medida.
O mesmo posicionamento foi adotado pelo Ministério Público em relação a Leandro Almada, diretor de inteligência da corporação. A manifestação jurídica contou com assinaturas do procurador-geral Paulo Gonet e de outros membros da cúpula do órgão.
No texto encaminhado à Corte, os procuradores destacam que a punição drástica exigiria provas concretas de envolvimento em ilícitos. Para o órgão, apenas ocupar um cargo de chefia não justifica a responsabilização sem apontamentos específicos de irregularidades.
O afastamento das autoridades havia sido determinado inicialmente pelo ministro André Mendonça no âmbito da Operação Compliance Zero. A defesa da ordem pública foi o principal argumento utilizado pela PGR para questionar os impactos da decisão na corporação.