Lnove Notícias - A notícia exata do Maranhão

Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2024
MENU

Notícias / Policial

Policial maranhense agredida por instrutor no Ceará diz que apanhou por causa de pizza

A policial civil do Maranhão de 53 anos que estava em um treinamento de agentes femininas no Ceará, denunciou as agressões do instrutor do CTAP e que foi submetida a humilhação.

Policial maranhense agredida por instrutor no Ceará diz que apanhou por causa de pizza
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Uma policial civil do Maranhão de 53 anos que estava em um curso de treinamento voltada a agentes femininas, denunciou o ao Fantástico como foram as agressões sofridas pelo instrutor por causa de um pedaço de pizza. Ela publicou em suas redes sociais uma foto que mostra hematomas em suas nádegas.

Segundo ela, tudo começou devido a um pedaço de pizza que de acordo com o relato da maranhense, cerca de dez mulheres foram agredidas pelo PM Rafael Ferreira Martins.

"Os instrutores foram comer uma pizza e eles dividiram algumas alunas para fazer a limpeza. De repente, ouço aquele barulho e ele falando: 'Roubaram minha pizza! Roubaram minha pizza! Cadê minha pizza?' Foi muito rápido, ele começou a atingir as meninas com paulada - afirmou ela."

As agressões:

A agente relembrou a sequência de agressões. "Ele falou: 'Posição de flexão'. E já começou a bater. Teve essa coisa também de humilhação, para sentir a pior das mulheres", disse ela, acrescentando que outras três mulheres tiveram que ficar nessa posição.

Ela falou que chegou a gritar depois de ter apanhado. "Foi com muito mais violência, com muito mais ódio. Eu não aguentei e, dessa vez, eu gritei. Dei um grito muito alto."

Ele também a agrediu verbalmente por conta de sua origem e idade. "Ele falava: 'Essa velha que vem do Maranhão. Essa velha'. E ainda queria que eu dissesse: 'Sim, senhor'."

A policial afirma que tudo foi presenciado pela esposa do PM e monitora do curso, a sargento Laurice Maia — que nada fez para conter as agressões.

"Eu sempre olhava para ela, como se estivesse pedindo uma explicação. Quando eu fui falar com ela, eu vi que ela estava de acordo com aquilo tudo. Senti na hora aquela dor imensa, mas aí depois não é o que fica. É a dor interna, é o psicológico que fica. Eu acho o tempo todo que estou no curso - finalizou ela."

O advogado Daniel Maia, que representa o PM e a sargento, disse que o "caso é fruto de uma mentira, uma mentira deslavada" e que as marcas das agressões são hematomas por cair em cima de cocos.

O exame de corpo de delito não cita queda, segundo a reportagem, e afirma que os hematomas foram causados por instrumento de ação contundente. A policial também nega ter caído.

Em nota a Secretaria da Segurança Pública do Ceará informou que um inquérito para investigar o caso foi foi instaurado na Delegacia de Defesa da Mulher, onde foram realizadas oitivas, conforme informou a SSPDS-CE e que o PM foi afastado.

Créditos (Imagem de capa): Reprodução/TV Globo

Comentários:

/Dê sua opinião

Qual o seu nível de satisfação com o Governo Brandão?

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Lnove Notícias no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!